Psicologia Forense Turma B


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As Funções Mentais Superiores
Prof.a. Kelly Glay Sakihama
Psicologa CRP 14/02303-01
Pedagoga MEC 4981
Psicopedagoga/ Gestalt-Terapeuta
O que é personalidade?
  Ao saírem da aula de química, ao meio, dois  estudantes universitários de 19 anos de idades testemunharam um ataque terrorista. Michael ficou pálido e trêmulo, paralisado pelo medo; um sorriso amarelo estampou-se em seu rosto. Sara ofereceu socorro, pedindo aos colegas que tomassem as medidas necessárias. Por que os dois estudantes reagiram de maneiras tão diferentes?
  O primeiro estudante, o amedrontado Michael, embora nervoso e introvertido, era um rapaz simpático que estudava programação de computador.
  Em entrevista posterior, Michael relatou que sempre fora meio tímido, mas este sentimento havia se intensificado aos 7 anos, idade em que tinha sido sexualmente molestado por seu tio.
  A estudante que se encarregou da prestação de socorro – Sara -  era uma aluna cordial e animada, cuja meta de estudo era se torna doutora. Ela comandava o grêmio estudantil feminino.
  Quando temos informações corretas sobre os indivíduos, podemos predizer seu comportamento de modo “razoavelmente”* preciso e compreender os motivos subjacentes a esse comportamento, particularmente se levarmos em conta a circunstância social em questão.
  Como estudantes universitários da mesma idade, que compartilham aulas na mesma faculdade, Michael e Sara têm muito em comum; embora também sejam distintos.
Viktor Frankl: a descoberta de um sentido no sofrimento
Observações sistemáticas do comportamento dos indivíduos;
Tendem a evitar reflexões filosóficas ou religiosas abstratas concentrando-se: pensamentos e comportamentos de pessoas reais.
Estudo cientifico das forças psicológicas que torna as pessoas únicas que nos ajuda a compreende a natureza complexa do individuo.
CAMPO DA PSICOLOGIA
  A personalidade pode então ser definida  como: Estudo científico das forças psicológicas que tornam as pessoas únicas.
  Com  oito aspectos principais, que reunidos ajudam a compreender a natureza complexa do individuo:
1.Aspectos inconscientes: forças que não estão imediatamente conscientes;
2.Força do ego: que oferecem um sentimento de identidade de self;
3. Ser Biológico: como uma única natureza genética, física, fisiológica e temperamental. A espécie humana vem evoluindo há milhões de anos   e mesmo assim nos somos um sistema biológico único.
4.Condicionamento e modelagem: experiências e aprendizagens reconhecidas a sua volta as vezes nos ensinam a responder a determinadas forma, possibilitando nosso crescimento em diversas culturas. A Cultura é um aspectos fundamental na determinação de quem somos
5.Dimensão cognitiva: elas pensam e interpretam ativamente o mundo a seu redor. Difrentes pessoas interpretam os acontecimentos à sua volta de maneira também única
6.Traço, habilidade e predisposição:  cada um de nós tem determinadas capacidade e inclinações;
Wall-e & ever
De onde vem a necessidade para compreender a personalidade? Freud  despendeu de um bom tempo para compreender o seus sonhos – abordagem dedutiva. (Interpretação dos Sonhos 1900)
Já na abordagem indutiva conceitos cuidadosamente observados com esquemas cuidadosamente observáveis.
Há também uma terceira vertente fonte de teoria da personalidade que compreende analogia e conceitos emprestados de disciplinas a afins. Como por exemplo o rastreamento da estrutura e funcionamento do cérebro com Ressonância magnética funcional, PET e outros;
A Antropologia também nos fornecem grande e valiosas informações a respeito  da evolução, formação  e diferença cultural.
“(...) na década de 70, a psicologia cognitiva, a ciência da mente, uniu-se à neurociência do cérebro, para formar a neurociência cognitiva, uma  disciplina que introduzia métodos biológicos de exploração dos processos mentais na psicologia cognitiva moderna. Na década de 1980, a neurociência cognitiva recebeu um enorme impulso das técnicas de imageamento cerebral. Essas técnicas possibilitaram aos ciências realizar o sonhos de visualizar o interior do cérebro humano  e observar a atividades das sua várias regiões enquanto as pessoas realizam atividades que envolvem
  funções mentais  superiores, como perceber uma imagem visual, raciocinar sobre um trajeto no espaço ou iniciar uma ação voluntária. As técnicas de imageamento do cérebro funcionam por meio da medição dos índices de atividade neuronal:  a tomografia por emissão  de pósitrons funcional (fMRI) mede seu uso de  oxigênio. No inicio da década de 1980, a neurociência cognitiva incorporou a biologia molecular, o que resultou numa novo ciência da mente – a biologia molecular da cognição -, o que nos permitiu em nível molecular nossos processos mentais: o modo como pensamos, sentimos e lembramos.”
   (Kandel, 2009: 22)
CORPO, MENTE E CÉREBRO
O cérebro é o palco das funções mentais superiores; o que a mente comanda não ultrapassa os limites do funcionamento das estruturas cerebrais e as possibilidades dessas funções.
(Fiorellie Mangini,2008:10)
O cérebro processa os dados recebidos, junta-os às informações que possui e vai tomar suas decisões.
Controla a circulação, a respiração, funções como o sono e as necessidades físicas. É o zelador do corpo.
Sensopercepçao
Sensação
  é o fenômeno psíquico elementar, que resulta da ação da luz, do som, do calor sobre nossos órgãos dos sentidos. Existe uma relação causal entre o estímulo exterior e o estado psicológico ao qual designamos sensação, (Pain, 1993; 05)
  “(...) Atributos psíquicos (...) que o individuo pode refeltir  subjetivamente a realidade objetiva. A sensopercepçao se fundamenta nas sensações e na capacidade perceptiva “(‘Sá Junior, 1988, 111)
  Todo conhecimento acontece através das experiências sensoriais – ouvido, provado ou cheirado..(John Lock)
Percepção
  Processo mental através do qual a informação sensorial é organizada e integrada, podendo se reconhecida. Sabemos que apenas uma minúscula fração de segundo de um por cento do sistema nervoso é utilizada diretamente para estabelecer relação com o meio externo. Quase toda totalidade da trama neuronal destina-se ao processamento da informação e a integração perceptiva.
(..) atributo psíquico que permite ao individuo se dar conta da realidade, estando co-realiconada com atributos, em sua interpretação, pelas qualidades afetivas, volitivas (força de vontade) e intelectivas da personalidade.
ALTERÇÕES
Consciência
  Conjunto dos rendimentos psíquicos num dado instante. Sua integridade e chamada  lucidez ou clareza de consciência.
  Não nos preocupa com a auto consciência, ou consciência de si próprio, que será estudado nas teoria a fins, nem no sentindo moral (superego).
Alterações:
Afetividade
  Abrange as emoções, os sentimentos em geral, o humor, ou o estado de ânimo, e as suas repercussões no psiquismo como um todo e também na vida fisiológica (rubor, palidez, sudorese, secura na boca, dispnéia) reações emocionais.
  Capacidade de experimentar sentimentos e emoções. A afetividade compreende o estado de ânimo ou humor, os sentimentos, as emoções e as paixões. (Pain, 1997;219)
  O normal, para qualquer tipo de afeto, é que ocorra uma variação na expressão facial, tom de voz e gestos, denotando um espectro de intensidade na emoção expressada (de superficial a profunda). Da mesma forma, é normal que ocorram variações no humor.

 caráter ≠ temperamento ≠ sentimento ≠ Emoção
Caráter
conjunto de características psicológicas  complexas adquiridas durante o desenvolvimento, através do qual o individuo se relaciona com o mundo, em sua forma peculiar de estabelecer vínculos pessoais e sociais incluindo aspectos éticos e morais. Sua  formação é influenciada pelo ambiente familiar, social e cultural. Ex: lealdade, avareza, mesquinhez, crueldade, timidez
(Bastos, 1997; 27)
Temperamento
Consiste na forma básica de reação individual aos estímulos em suas afetivas e instintivas fundamentais; relaciona-se com a constituição nas suas origens genotípicas. Por exemplo são traços de temperamento expansividade, introversão, sensibilidade, emotividade, explosividade;
(Bastos, 1997; 27)
Sentimento
  Estado afetivo atenuado, estável, duradouro e organizado com maior riqueza, e também mais complexo e elaborados, menos instintivos.
  Kurt Schneider considera os sentimento como ‘estados do eu’ que não podem ser controlados pela vontade e que são provocados por nossas representações, pelos estímulos procedentes do mundo exterior ou por alterações sobrevindas no interior do organismo . Ou seja, vivencias relacionadas com satisfação ou frustração das necessidades superiores:  ódio, rancor, crueldade, insegurança inimizade, Amor, alegria, felicidade, inveja – as inclinações são predisposições ou tendências afetivas da personalidade que cada qual possuem
Emoção É a resposta afetiva sensível resultante da satisfação ou frustração das necessidades naturais, orgânicas, primárias
Humor: disposição afetiva fundamental, rica em todas as instancias emocionais instintivas, que dá a cada um de nossos estados de ânimo uma totalidade. (sentimento e emoção aqui andam juntas)
Afeto:  experiência da emoção observável, expresso pelo individuo; ele apresenta correspondente comportamentos: gesticulação, voz, etc (Kaplan, Sadock, 1993;230)
Alterações
Memória

 “(...) A memória  - a capacidade de adquirir e armazenar informações tão simples quanto detalhes da vida cotidiana e tão complexa quanto o conhecimento abstrato dageografia ou da álgebra – é um aspecto mais notável do comportamento humano.
Kandel(2009;24)
“(...)Somos quem somos por  obra daquilo que aprendemos e de que lembramos (...)
Eric Kandel, 2009; 24
Perda da memória destrói  o senso do EU, rompe a conexa do passo e com o outro;
Embora não há registro de mudança na estrutura do tamanho  do cérebro a capacidade de aprendizagem (memória) esta crescendo ainda mais.
Suporte para a inteligência.
Variação funcional, estando co-relacionadao com o rendimento intelectual;
Ou seja , para pensar, talvez seja preciso poder esquecer, tanto quanto recordar.
Atenção
 
  Função psíquica relacionada com estado de consciência. Estando relacionada ao capacidade em manter o foco em uma determinada atividade.
1.Vigilância: designa a capacidade de voltar o foco da atenção para os estímulos externos. Pode estar: aumentada - hipervigil - podendo haver, neste caso, um prejuízo da atenção para outros estímulos; ou diminuída - hipovigil - quando o paciente torna-se desatento em relação ao meio. A melhor forma de avaliar a atenção é através da observação durante a entrevista.
Alterações
Orientação
Encontra-se em relação com a função psíquica estado de Consciência e a capacidade cognitiva
noção de espaço e tempo
  quanto ao tempo: pode-se perguntar ao paciente qual é a hora aproximada, dia da semana, do mês, mês, ano, estação e há quanto tempo ele está no hospital.
  quanto ao espaço: o paciente deve ser capaz de descrever o local onde se encontra (consultório, nome do hospital), o endereço aproximado, a cidade, o estado, o país, sabendo também quem são as pessoas à sua volta.
 
Insatisfação com a idéia de QI e com visões unitárias de inteligência, que focalizam sobretudo as habilidades importantes para o sucesso escolar;
Define inteligência como a habilidade para resolver problemas ou criar produtos que sejam significativos em um ou mais ambientes culturais.
Redefinir inteligência à luz das origens biológicas da habilidade para resolver problemas.
Através da avaliação das atuações de diferentes profissionais em diversas culturas, e do repertório de habilidades dos seres humanos na busca de soluções, culturalmente apropriadas, para os seus problemas
Gardner trabalhou no sentido inverso ao desenvolvimento, retroagindo para eventualmente chegar às inteligências que deram origem a tais realizações.
Linguagem
Considerado como um processo mental de caráter essencialmente consciente, significativo e orientado para o social. Constitui requisito essencial desse processo o fato de ser linguagem consciente. Entretanto, não se pode afirmar de maneira categórica que em todo o seu curso seja ela inteiramente consciente.
Maneira como a pessoa se comunica.
Gilles de la tourette
Afasia congenita
Pensamento
Capacidade de elaborar conceitos, corresponder à atividade puramente intelectual, e independente da estimulação sensorial.
Piaget (psicólogo suíço) retrata três períodos marcantes na vida da criança no que tange ao pensamento.
1.02 aos 07 anos a criança ainda  não é capaz de fazer operações lógicas ela é pré-operatória;
2.07 aos 10 anos surge o pensamento operatório, já podendo realizar operações  concretas;
3.11 aos 12/13 anos operações formais códigos e pensamento abstratos
Luria, outros psicólogo suíço demonstrou que a capacidade de raciocinar não é somente uma propriedade intrínseca do pensamento , mas faz parte do desenvolvimento histórico.
Outra capacidade desenvolvida na criança é o pensamento mágico (conceito para elaborar as frustrações)
BIBLIOGRAFIA
Bastos, C. L. Exame psíquico – uma introduçao prática à psicopatologia. Revinter,RJ. 1997
Friedman, H. S. & Schustack, M. W. Teorias da Persanlaidade – Teoria Clássica à pesquisa Moderna. Pearson –Prentice Hall. 2ª ed., 2004, São Paulo.
Kandel, E. R. Em Busca da Memória – o nascimento de uma nova ciencia da mente. Companhia das letra, são Paulo 2009
Pain, I. Curso de Psicopatologia, E.P.U, São Paulo, 1993

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